LINHA DO TEMPO
17/07/2015

Revitalização dos Rios de Erechim encerra segunda etapa

Em um ano, 50 toneladas de resíduos foram removidas do rio Tigre, duas mil mudas de árvores nativas foram plantadas em áreas de preservação permanente e mais de 3,4 mil pessoas participaram de atividades de educação ambiental, oferecidas por meio da segunda etapa do Projeto Revitalização dos Rios de Erechim. Os números foram apresentados na noite de quinta-feira (16), na Câmara de Vereadores, em cerimônia que marcou o encerramento do projeto realizado pela Eloverde, com o patrocínio do Conselho Federal Gestor do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (CFDD), do Ministério da Justiça.
Os dados apontam avanço na rede de voluntariado e estreitamento na relação com a comunidade ribeirinha. Quatro anos após a conclusão da primeira etapa, o grupo de voluntários passou de 100 para 862. Em 20 ações de educação ambiental e limpeza do rio foram retiradas 28,2 toneladas de lixo, que se somaram as 21,8 toneladas retidas em redes instaladas pela equipe técnica.
Além da contenção do lixo, o projeto propôs a recomposição da mata ciliar em Áreas de Preservação Permanente (APP) localizadas no entorno do rio e afluentes. Em 11 ações, duas mil mudas de 16 espécies de árvores nativas foram plantadas nos bairros Progresso, Cristo Rei, Atlântico e loteamento Rio Tigre.

Cursos em Gestão e Práticas Pedagógicas de Educação Ambiental foram oferecidos gratuitamente a professores, gestores e comunidade em geral. A atividade resultou em 16 projetos, executados em instituições de ensino. Nove destes trabalhos foram publicados no livro “Práticas de Educação Ambiental: experiências através de projetos”, lançado durante o evento de encerramento.
Para a gestora do projeto, Rosane Menna Barreto Peluso, “os números indicam um crescimento significativo na participação da sociedade referente a situação dos rios de nossa cidade e aos cuidados que podemos ter para melhorar as condições ambientais destes, assim como a discussão sobre a qualidade de vida coletiva que queremos para nós e nossos filhos”.
Ainda segundo Rosane, o diferencial desta etapa foi o plantio de mudas nativas e o acréscimo tecnológico do uso de redes de contenção de resíduos que funcionaram muito bem retendo o material mais recente jogado no rio. “O curso para formação de professores, que culminou com a publicação do livro, se mostrou eficiente e com efeito multiplicador significativo junto a comunidade escolar. Assim vamos fazendo e agindo sempre em busca de continuar o trabalho de motivação e envolvimento junto com as pessoas e cumprir a missão da Eloverde de ser co-partícipe em soluções socioambientais”, destaca.

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